Tem lógica???
Quantas vezes você já pronunciou em alto e bom som:
“Isso não tem lógica!!!”
Pois bem, é mais comum do você imagina esse tipo de frase – expressa verbalmente ou não – ocorrer em meio aos nossos pensamentos.
Na verdade, saber o que é lógico ou o que apresenta uma estrutura lógica, num contexto lingüístico, sempre foi uma questão de grande estudo e reflexão, pelo menos desde a época da Revolução Socrática e seus pensadores. (fonte: O Pensamento Aristotélico)
A lógica é uma ciência de índole matemática e fortemente ligada à Filosofia. Já que o pensamento é a manifestação do conhecimento, e que o conhecimento busca a verdade, é preciso estabelecer algumas regras para que essa meta possa ser atingida. (fonte: Wikipédia)
A aprendizagem da lógica não constitui um fim em si. Ela só tem sentido enquanto meio de garantir que nosso pensamento proceda corretamente a fim de chegar a conhecimentos verdadeiros. Podemos, então, dizer que a lógica trata dos argumentos, isto é, das conclusões a que chegamos através da apresentação de evidências que a sustentam. O principal organizador da lógica clássica foi Aristóteles, com sua obra chamada Organon. Ele divide a lógica em formal e material.
Resumindo: Trata-se de uma ciência que procura encontrar leis em relação às quais o nosso pensamento deve obedecer para que possa ser considerado válido.
Teste sua lógica com esse exemplo:
Num júri, em um processo criminal, o advogado de defesa argumenta:
“Se meu cliente fosse culpado, a faca estaria na gaveta.
Ou a faca não estava na gaveta ou João viu a faca.
Se a faca não estava lá no dia 10 de setembro, então João não viu a faca.
Além disso, se a faca estava lá no dia 10 de setembro, então a faca estava na gaveta e o martelo estava na garagem.
Mas sabemos que o martelo não estava na garagem.
Portanto, senhoras e senhores, meu cliente é inocente.”
Se você participasse deste júri, qual seria o seu voto?
O cliente é inocente?
ou
O cliente é culpado?
(Este exemplo foi usado durante a palestra da professora Regina Célia Moreth Bragança, do Instituto de Matemática da UFF).
Para saber mais:
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