Férias Infernais

Estou de férias.

Embora não pareça.

Faz um calor infernal diariamente e, não fossem as praias de nikiti e a santa piscina da casa dos meus pais (na qual  fico submerso que nem um hipopótamo, segundo minha irmã) já teria sucumbido ao stress das férias:

calor puto + gritaria histérica + correria neurótica + birita quente + gente inconveniente + crianças chorando + mercado cheio + tudo caro + engarrafamento na ida + engarrafamento na volta = PUTAQUIUPARIU!!!

Sinceramente: não vejo a hora de voltar a trabalhar…

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O Buffet da Bruna

Oi Bruna, tudo bem?

A questão que você enviou exige uma certa dose de interpretação de texto.   Observe:

Sejam  “X” o número de jovens e “Y” o valor do buffet.

Então, se fossem recolhidos 250 reais de cada um, o total seria de 250 vezes o número de jovens, certo?   Além disso, nesse caso, ficaria um “déficit” de 100 reais, isto é, faltariam 100 reais.   Isto significa que o valor do buffet (Y) é igual ao produto de 250 reais vezes o número de jovens (X) MAIS 100 reais!   Assim, podemos escrever uma primeira equação para essa informação:

Y = 250X +100 (1)

Da mesma maneira, se recolhessem 270 reais de cada um, o total seria de 270 vezes o número de jovens, certo?  Só que agora haveria um excesso de 500 reais, isto é, ficariam sobrando 500 reais.  Isto significa que o valor do buffet (Y) é igual ao produto de 270 reais vezes o número de jovens (X) MENOS 500 reais!   Assim, podemos escrever uma segunda equação para essa informação:

Y = 270X – 500 (2)

Observe que nas equações (1) e (2), o valor Y não se altera, portanto podemos igualar os lados direitos (que contém a incógnita X):

270X – 500 = 250X + 100

270X – 250X = 100 + 500

20X = 600

X = 600/20

X = 30

Sabemos então que eram 30 jovens no total.   Agora, para sabermos o valor do buffet, basta substituir esse resultado em qualquer uma das equações (1) ou (2), assim:

Y = 250.(30) + 100 = 7500 + 100 = 7600 (eq.1)

ou

Y = 270.(30) – 500 = 8100 – 500 = 7600 (eq.2)

Ou seja, o valor cobrado pelo buffet foi de 7600 reais.   Bem carinho esse buffet, não achou?

Outra: você não deveria estar de férias?

No mais é isso aí.

Abraços.

E chegamos ao final de mais um ciclo…

“Antes de te engajares num combate definitivo, é preciso que o tenhas previsto, e te preparado com muita antecipação.   Nunca conte com o acaso.”1

Cada ano que passa é uma jornada em nossas vidas.   E cada jornada é um período de combate.   Ás vezes pacífico, outras vezes nem tanto.   Mas um combate.   Não um combate necessariamente como aqueles que assistimos nos noticiários.   Refiro-me aos combates pessoais, aos combates internos.   E como tal, devemos planejá-lo antecipadamente, ter domínios (intelectual, cultural e material) mínimos para garantir a possibilidade da vitória e estar aberto às mudanças que ocorrem no decorrer dos próprios acontecimentos e àquelas que precisamos fazer devido às circunstâncias.

Dessa forma, podemos ampliar nossas possibilidades de sucesso seja qual for a empreitada que resolvamos iniciar.   Ou mesmo continuar a partir de um certo ponto.   Não podemos atribuir ao acaso às mudanças que poderão nos levar ao sucesso ou ao fracasso.   É ingênuo pensar assim.   A “sorte” é tão somente a convergência do conhecimento, do planejamento e da preparação com a oportunidade.   E, ao contrário do que se pensa, algumas vezes podemos, sim, influenciar no curso dos acontecimentos para que essa ou aquela oportunidade apareça de forma mais breve ou com mais delonga.

Porém, desnecessário seria todo o período de planejamento anterior ao combate se nós, em nosso interior, não promovermos as mudanças necessárias (e suficientes) para assumirmos com clareza, serenidade e sabedoria tal posto.   Tais “mudanças” fundamentais encontram-se no nível do que Sun Tzu2 chama de controle dos fatores.   Estes fatores estão diretamente ligados à possibilidade de êxito na empreitada escolhida.   São os fatores moral, mental, físico e de mudança de circunstâncias, sem os quais qualquer planejamento, por melhor que seja, acaba sucumbindo às forças inimigas.

“Somente as circunstâncias devem ditar a conduta.   (…)Cada dia, cada ocasião, cada circunstância requer uma aplicação particular dos mesmos princípios.   Os princípios são bons em si mesmos; sua aplicação os torna amiúde nefastos.”3

Uma vez dentro do combate, devemos nos guiar pela diretriz traçada e o que a partir daí ocorrer.   É claro que imprevistos – dos mais variados gêneros e intensidades – deverão surgir.   Mas estes não deverão servir de obstáculo para o avanço e crescimento empregados nos esforços da conquista uma vez que o foco no objetivo está travado.   Ninguém se detém por nada.   A menos que queira.

Entretanto, não devemos iniciar um combate sem a devida perspectiva do seu término.   A necessidade de se combater sempre será questionada, mas sua suficiência, não.   O combate por si só já carrega o estigma do imperativo, do que é ultimato, se traduz por si só.   E o seu fim não poderia ser diferente do seu começo.   A estratégia geral deve planejar seu início e prever seu término ao fim dos acontecimentos e imprevistos.   Difícil?   Não.   Apenas uma questão de referência.   Mas isso só acontece quando nos permitimos mudar.   Um ciclo só se inicia ao término do anterior.

Nota: as referências 1, 2 e 3 são fragmentos extraídos do livro “A arte da Guerra” de Sun Tzu. 

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E chegamos ao final de mais um ciclo.   O ano de 2007 está por terminar e, como tal, deve ser encarado como um balancete preciso, ainda que sem o devido equilíbrio no fechamento.   As férias, como são encaradas pela maioria de nós, sobretudo pelos mais novos, é o período em que muitos ficam felizes, muitos praticam o ócio, outros tantos praticam o pragmatismo exacerbado para o próximo ano e um outro bocado faz tudo isso junto.

O fato é que hoje vejo esse período não somente como o merecido descanso após uma longa jornada de trabalho mas como o período para pensarmos – de fato – em duas linhas gerais de acontecimentos: aqueles úteis e relevantes que conseguimos realizar e aqueles que não.   E, para a primeira linha, se conseguimos transformar positivamente a realidade coletiva e a nossa, claro.

As mudanças ocorrem sempre, mesmo sem a nossa intervenção.  Às vezes demoram, outras vezes não.   O fato é que nesse período de férias, devemos pensar no que queremos, no que não queremos, no que fizemos de bom, no que poderíamos ter feito melhor, e planejar para a próxima jornada – sem exageros – com simplicidade, humildade, inteligência e astúcia os acontecimentos que desejamos.   Contudo, sem esperar que tudo isso caia dos céus.   Afinal, ninguém se detém por nada.   A menos que queira realmente.

Desejo a todos um natal de amor, paz  e solidariedade.   E que em 2008 tenhamos um pouco mais de sabedoria, paciência e coragem para enfrentarmos todas – e quaisquer – mudanças.   E possamos então, combatermos o “Bom Combate”.

Um forte abraço pra todos que passaram por aqui até agora.

Mesmo que sem querer… 🙂

Piadinha

Um famoso repórter de uma TV Européia estava em Usebequistão, Ásia Menor, no meio de uma grande reportagem que falava sobre os costumes do local.  De repente, ele se deparou com um velhinho e logo começou a entrevistá-lo:

– O senhor poderia me contar um fato de sua vida que jamais tenha se esquecido?

– Um dia, há muito tempo, minha cabra se perdeu na montanha.  Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para  beber e sair à procura da cabra.  Quando finalmente a encontramos, já de madrugada, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos transaram com a cabra, um por um.   Foi uma cena inesquecível…

– Meu senhor, sinto em lhe dizer que a emissora dificilmente levará ao ar essa declaração, então eu sugiro que o senhor conte uma outra história.  Quem sabe se o senhor nos contasse uma história bem feliz

– Ok, também já vivi uma história muito feliz aqui.   Um dia, a mulher do meu vizinho se perdeu na montanha.  Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura da mulher.  Quando finalmente a encontramos, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos os homens da cidade transaram com a boazuda.  Foi a maior diversão da minha vida!

Que felicidade!  Ok, vamos tentar mais uma vez:  Será que o senhor não poderia nos contar uma história muito, muito triste?

Então o velho homem baixou a cabeça e, com os olhos cheios de lágrimas, começou:

– Um dia, EU me perdi na montanha…

Se elevar à zero, dá um?

De quando em vez me aparece um aluno(a) de língua afiada questionando a utilidade de certos assuntos na matemática e na física.

Pois muito que bem: eis que, em certa ocasião, um aluno perguntou-me porque todo número elevado à zero é igual a um.   Embora o questionamento fosse lícito, aconteceu durante uma revisão sobre as potências e suas propriedades, conteúdo tido como pré-requisito para alguns assuntos no Ensino Médio, momento no qual era de se esperar que o aluno já tivesse retido tal conteúdo.

Então, depois de breve explicação, ouvi um sonoro, sincero e – por que não? – revigorante “Ah, tá!” que resolvi postar aqui para compartilhar.   Afinal, sempre tem alguém que quer saber mas (ainda) tem vergonha de perguntar.   Vejam só que legal:

Considere a potência bª (base b e expoente a)

bª/bª = 1 (claro!)

Mas, usando uma das propriedades das potências (quociente de potências) podemos escrever o seguinte

1 = bª/bª = bª – ª = b°

Simples, não?

Solução x Dissolução

Num exame de ensino médio, questão de química básica:

“Qual a diferença entre SOLUÇÃO e DISSOLUÇÃO ?”

Resposta do aluno:

“Colocar UM qualquer dos políticos num tanque de ácido para que se dissolva é uma DISSOLUÇÃO.   Colocar TODOS é uma SOLUÇÃO.”

Show de bola.   Deve ter ganhado nota 10…

(Colaboração do meu Pai)